Classes de fundos

As principais classes de fundos de investimento, segundo a classificação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), são as seguintes:

Fundo de Curto Prazo

  • Deve investir seus recursos, exclusivamente, em títulos públicos federais ou privados de curto prazo e de baixo risco de crédito. Para isso, aplica em títulos com prazo máximo de vencimento de 375 dias. O prazo médio da carteira deve ser inferior a 60 dias.

Fundo Rereferenciado

  • Os fundos referenciados têm como objetivo acompanhar a variação de determinado indicador de desempenho definido em seu objetivo. O fundo referenciado mais popular é o chamado Fundo DI, cujo objetivo de investimento é acompanhar a variação diária das taxas de juros no mercado interbancário (ou CDI, como são normalmente conhecidas). Para isso, devem manter no mínimo 95% de sua carteira em ativos que acompanhem a taxa DI e no mínimo 80% do patrimônio em títulos públicos federais ou ativos de renda fixa considerados de baixo risco de crédito.

Fundo de Renda Fixa

  • Os fundos de renda fixa devem aplicar pelo menos 80% de seus recursos em ativos de renda fixa. Portanto, têm como principal fator de risco a variação da taxa de juros ou de índice de preços. Podem incluir na carteira títulos que apresentam maior risco de crédito, como os títulos de dívida de empresas ou instrumentos financeiros bancários.

Fundo de Ações

  • Os fundos de ações devem investir no mínimo 67% do seu patrimônio em ações que sejam admitidas à negociação pública (bolsa de valores ou mercado de balcão organizado). O restante do patrimônio pode ser investido em outros ativos financeiros. Os fundos de ações são mais compatíveis com objetivos de investimento de longo prazo, que suportem uma maior exposição a riscos em troca de uma expectativa de rentabilidade mais elevada.

Fundo Cambial

  • Nos fundos cambiais, o principal fator de risco é a variação no preço da moeda estrangeira. Devem manter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido em ativos que sejam relacionados a esses fatores de risco. Os mais conhecidos são os Fundos Cambiais de Dólar, que buscam acompanhar as variações da cotação da moeda americana.

Fundo Multimercado

  • Pode investir em ativos de diferentes mercados — renda fixa, câmbio e ações — e utilizar derivativos tanto para alavancagem quanto para proteção da carteira. Os fundos multimercado têm maior liberdade de gestão e buscam rendimento mais elevado em relação aos demais. Por isso, são geralmente considerados mais arriscados que as outras classes de fundos.

Conceitos Importantes

Administrador x Gestor

  • O Administrador é o responsável pelo Fundo e pelas informações, perante os cotistas e a CVM. A ele compete a realização de uma série de atividades gerenciais e operacionais relacionadas aos cotistas e seus investimentos. Já ao Gestor competem as atividades estratégicas e de execução. Ele tem poderes para negociar os ativos financeiros do Fundo e exercer eventuais direitos de voto decorrentes desses ativos. Na prática, o Gestor é o responsável pela seleção dos investimentos e aplicação dos recursos, sendo, portanto, o principal responsável por um maior ou menor desempenho do Fundo em relação a seus pares. Ao administrador cabem resposabilidades relacionadas à operacionalização, comuns a todos os Fundos e independentes da estratégia de seleção dos investimentos, como: cálculo de cotas, contratação de auditorias periódicas, comunicação legal com participantes, dentre outras.

Fundos Abertos x Fechados

  • O tipo mais comum de Fundos é o aberto. Nele, a entrada e saída de cotistas, bem como novas aplicações e resgates são permitidos a qualquer tempo, desde que respeitadas as regras estipuladas no regulamento do Fundo. Essas regras podem se referir a eventuais prazo de carência, valores mínimos de aporte e permanência. Já nos Fundos fechados, ao contrário do que ocorre em Fundos abertos, a entrada e a saída de cotistas não pode ser realizada a qualquer momento. Após o período de captação de recursos pelo fundo, não são admitidos novos cotistas nem novos investimentos pelos antigos cotistas (embora possam ser abertas novas fases de investimento, conhecidas no mercado como “rodadas de investimento”). Como também não é admitido o resgate de cotas por decisão do cotista, ele tem que vender suas cotas a terceiros se quiser receber o seu valor antes do prazo de encerramento do fundo.

Taxas e Rentabilidade

  • Um dos fatores de grande impacto na rentabilidade, principalmente em Fundos com baixo perfil de risco, como os de Curto Prazo e Referenciados DI, que concentram seus ativos em títulos públicos de dívida, é certamente a taxa de administração cobrada. Além dela, serão apresentados os conceitos de outros três tipos de taxas que podem ser cobradas e a forma como a rentabilidade do Fundo é normalmente apresentada ao Investidor.
  • Taxa de Administração: Todos os tipos de fundos de investimento cobram uma taxa de administração para remunerar o trabalho executado pelo gestor e pelo administrador do fundo. Esta taxa cobre, além dos custos de gestão, as despesas operacionais do fundo de investimento. O valor da taxa de administração varia muito de um fundo de investimento para o outro e é cobrada como um percentual fixo anual sobre o valor total investido.
  • Taxa de Performance: É comum em Fundos que investem em ações ou em outros ativos de maior risco. Ela é cobrada como um percentual fixo quando a rentabilidade do Fundo supera a rentabilidade do índice utilizado como referência. Um exemplo típico são os diversos Fundos de ações que cobram 20% de taxa sobre o retorno que supera o Ibovespa no período. A taxa de performance tem o papel remunerar a boa gestão dos recursos, como se fosse um prêmio pelo trabalho executado.
  • Taxa de Entrada e Saída: Há ainda outras duas taxas que, apesar de incomuns, podem ser cobradas, se assim indicar o Regulamento do FundoEla são cobradas no momento da aplicação dos recursos no Fundo, no caso da taxa de entrada ou, de retirada, no caso da taxa de saída. A intenção é incentivar que o cotista permaneça com o dinheiro aplicado por um prazo mais longo, permitindo que o gestor aplique em ativos de menor liquidez ou com maior prazo de pagamento/retorno. A taxa de saída costuma ser cobrada apenas se o investidor decidir resgatar seus recursos antes do fim de um determinado prazo estipulado pelo Regulamento do Fundo.
  • Rentabilidade: Este é um termo que merece explicação sobre a forma como normalmente é apresentado. Na maior parte dos materiais de Fundos contendo histórico de rentabilidade e nos valores exibidos pelo buscafundos, a rentabilidade é líquida de taxas e bruta de impostos. Isso significa que a rentabilidade apresentada já descontou as taxas de administração e performance cobradas. Caberá então ao Investidor, no caso de uma simulação de rentabilidade líquida, aplicar a alíquota corresponde de impostos, dependendo do prazo de permanência e da classe do Fundo escolhido. Para maiores informações sobre tributação, consulte a seção TRIBUTAÇÃO DE FUNDOS.

As informações desta página foram adaptadas do Portal do Investidor CVM. Para maiores detalhes, consulte o Caderno CVM de Fundos de Investimento.

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